Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL23/06/2020 | 06h10Atualizada em 23/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Fabio Grison / Divulgação/Divulgação
Rosirene Dall¿Agnese e Ramiro Diaz pautando a vida à dois em sintonia com a alegria e o amor Foto: Fabio Grison / Divulgação / Divulgação

Ingrediente

Marciano Gobbi, comandante da Happy Day Festas, acaba de incluir no planejamento de 2020, o lançamento de entregas de pizzas, inicialmente prevista para o fim do ano. A novidade apresenta um menu composto por 80 sabores e conta com uma Kombi, elemento que caracteriza a casa de festas e de onde sai a produção. Fica por conta dela também, a grande atração para os pequenos: a Pizza da Kombi. Neste formato e totalmente customizável, a estrela do cardápio da casa é entregue com a massa pronta e os ingredientes separados para que a própria criança possa montá-la. A ideia de Gobbi, é imprimir diversão e sabor na mesma experiência.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

A bonita psicóloga Ana Paula Lundgren ensina exercícios para imprimir leveza no dia a diaFoto: Diego Ferreira / Divulgação

Ser

A psicóloga Ana Paula Lundgren, pós-graduada em Psicologia Cognitivo-Comportamental, tem dicas de como passar por este período de incertezas durante a pandemia da Covid-19. “Planejamento é importante para nos organizarmos, prospectarmos o futuro e otimizarmos melhor nosso tempo, mas atualmente pode nos colocar em um lugar difícil e cheio de ansiedade”, e mais, conforme ela, é preciso compreender que não podemos planejar o futuro, mas é possível gerenciar o tempo a favor. Entre as sugestões, ela aponta qualificar-se, ler mais ou revisar o que não usamos e doar. E, claro, apreciar os pequenos detalhes cotidianos que anteriormente sequer tínhamos tempo, como uma boa refeição preparada em casa ou ligar para alguém. “Exercite o planejamento no que é tangível e prático: é hora de olhar para dentro e reorganizar a ‘casa interna’”, conclui.

Aline Alves ainda coleciona elogios pela campanha que protagonizou para o Dia dos Namorados Foto: Fabio Grison / Divulgação
Fernanda Mazarollo e João Damasceno fazem contagem regressiva para a chegada do primogênito Heitor Foto: Kléber Maurício / Divulgação

Frasqueira

A grife de acessórios BBAG, comandada por Beatriz “Bia” Martins e Luciana Trintin Soares, acaba de lançar a coleção Afeto. São 14 peças desenvolvidas com pele de python, valorizando o trabalho manual local dos artesãos. O lançamento ocorreu pela plataforma de transmissão ao vivo, Zoom, tornando a grife caxiense a primeira marca de moda no Rio Grande do Sul, a apresentar uma coleção no formato virtual. As bolsas foram desenvolvidas em tons de azul, verde, alaranjados e terrosos para enaltecer a paisagem do inverno gaúcho, transformando as tramas e texturas do couro em gestos de carinho e aconchego.

O criativo empresário Tiago de Souza abre as portas de uma oficina de autoatendimento Foto: Nino Bellini / Divulgação

Manutenção

O empresário Tiago de Souza, amante de automóveis, comemora a abertura de seu novo empreendimento, a primeira oficina de autoatendimento do Estado que permite que o proprietário do veículo realize consertos em seu carro ou motocicleta, a Tua Garagem. O usuário loca um box, com elevador para o carro, ferramentas e toda a estrutura para trocar o óleo e fazer revisões. A boa nova que já aumenta sensivelmente o trânsito nos domínios da Rua Rosa Helena Crocoli Signori, no Bairro Cidade Nova, além do serviço de reparos, oferece também, um  espaço kids e lounge de espera para a família com internet liberada.

.

Moda alinhavada com filosofia!

Ana Carolina De Tomasi TisottFoto: Ana Salvi / Divulgação

A modista Ana Carolina De Tomasi Tisott, filha de Alaine Beatriz De Tomasi Tisott (in memoriam) e Tomé Antônio Tisott, costura os dias com um pensamento humanista e causa no quesito. Caxiense, graduada em Moda e Estilo no ano de 2009 e pós-graduada em Modelagem de Moda: Conceito e Interpretação, gosta de misturar a tradição e a multidisciplinaridade com uma compreensão de moda e construção modernas. Conheça o pensamento que molda os dias desta leonina se entrega profundamente às suas convicções!

Qual sua lembrança mais remota da infância e o que te remete essa época? Lembro com muito carinho da sala de costura da minha madrinha Teresinha Senita De Tomasi (in memoriam), a Nita. Recordo das paredes cheias de moldes, das suas máquinas de costura e, principalmente, da tesoura enorme com o cabo enrolado com um tecido para não machucar a mão, e eu a observando trabalhar. Quando ouço o som da tesoura cortando o tecido me lembro dessa época.

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Venho de uma família de costureiras. Minha avó materna e minhas tias costuravam. Minha avó paterna tinha uma conhecida loja de aviamentos. Na adolescência, fiz um curso técnico de corte e costura que ativou o código genético. 

Gostaria de ter sabido antes... que na modelagem não existe uma fórmula perfeita que se encaixe para todos os corpos, tudo é uma questão de provas, testes e ajustes. Costumava ficar muito tempo sobre a técnica “engessada”. Hoje, a incorporei e fluo no desenvolvimento de adaptações para melhor caimento em cada corpo.

O que é ter estilo? É se amar, se produzir para você mesma. É montar seu visual, se olhar no espelho e sorrir! Estar feliz é o que importa.

A melhor invenção da humanidade? A cooperação. Se agirmos em benefício uns dos outros, no coletivo, persistiremos.

Quais são as suas referências na área? Entre os vários nomes, admiro muito Chanel, por sua trajetória e por ser um símbolo feminino pioneiro na moda. Mas acho que a mais importante pra mim foi minha tia, Nita. Ela tinha um ateliê de costura junto à casa da minha avó materna. Passava as tardes brincando com carretéis e retalhos de tecido, ao som das máquinas de costura e dos jatos de vapor que saíam do ferro de passar que ela usava para caprichar no acabamento.

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas, como design, arquitetura, arte? Como a própria Chanel dizia: “Moda é arquitetura, é só uma questão de proporção”. Enxergo um diálogo entre todas as manifestações artísticas, mas sinto uma forte conexão entre a moda e a arquitetura. Ambas possuem uma ampla interação criativa, voltada para as questões pessoais, políticas, religiosas e culturais. Em comum, o objetivo da proteção, contra o calor e o frio, e a expressão de um discurso, convergindo na sua individualidade e estilo de vida. 

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Qual o motivo? Adoro trabalhos que me tiram da zona de conforto! Um desses projetos é com noivas, afinal é uma roupa que demonstra muito dos sonhos, ideais e personalidade. O vestido deve empoderá-la, eliminando inseguranças e fazendo-a enxergar-se como a mulher incrível que é. Adoro também os projetos de Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos de Moda. Cada aluno vem com uma história, um caminho diferente, e tenho que compreendê-lo e ajudá-lo a concretizar essa trajetória. A roupa precisa representar toda a pesquisa e criação do estudante. Participar de todo esse processo é muito satisfatório.

Como enxerga a cena de moda contemporânea no Brasil? Vejo a moda brasileira ainda presa nos antigos padrões, que tanto quem atua no mercado de moda como quem consome permanece valorizando mais o ter do que o ser. Um nome assinando o traje ou a marca vale mais que talento ou um ideal. Claro que vemos algumas figuras que se destacam contra a corrente, como Ronaldo Fraga. Espero que isso traga mudanças mais substanciais e criativas em direção ao slow fashion e a maior valorização das pessoas.

De que maneira acredita que o cenário atual está afetando o mercado da moda, e como isso vai impactar no futuro? A moda é um dos ramos mais afetados pela globalização e, consequentemente, pela pandemia. A circulação de produtos da indústria da moda massificada, produzidos pela mão-de-obra superexplorada, com relações de trabalho precárias e desumanas - embora inaceitável -  fazia um aparente sentido no passado recente pois gerava lucro em escala global. Agora, está evidente que isso é prejudicial. No futuro próximo, espero, construirmos uma nova realidade, re-aproximando a moda da dimensão humana.   

Como é o seu processo criativo, desde a pesquisa até a concepção dos modelos? Se inicia na interação com a pessoa. Meu desafio sempre é traduzir os desejos, a forma de ser e transformá-lo em moda.

Como lidar com bloqueios e se manter criativa na atual situação mundial? A música e o amor dos nossos pets são sempre uma boa escolha. Mas, claro, às vezes não há o que fazer. Temos que aceitar nossas angústias e trabalhá-las, buscando entender de onde vêm.

Quais conselhos daria para quem quer ingressar na profissão? É preciso ter coragem para trabalhar com moda. É um ramo que lida com criatividade, com relações, com arte, com trabalho manual delicado, com a experiência do tempo e com os sentimentos e anseios das pessoas que vestem. Nada disso é valorizado no modo de vida que ainda predomina atualmente. É preciso saber enxergar a poesia dos fazeres manuais.

O quão importante foi a experiência da graduação e o que pode compartilhar a respeito desta trajetória? A graduação e a pós me fizeram costurar muito bem a técnica de moda com o olhar de criadora, com as referências mais artísticas, arquitetônicas e com narrativas da história, vejo que me deu bagagem para resolver qualquer construção de peça. Além disso, cresci pessoalmente e conheci pessoas importantes para a minha vida, não só profissionalmente. O curso de moda da UCS me colocou em contato com referências que dificilmente encontraria em outro espaço. O Campus 8 é um ambiente instigante, onde sempre estão acontecendo situações que despertam nossos sentidos e nos levam longe. 

O que considera que são mitos da profissão? O equívoco de que “moda é só glamour”.  Moda é muito mais do que isso, envolve a vida de muitas pessoas e processos que sequer são imaginados quando vestimos algo. Outro mito limitante é que alguns tipos de roupas não devem ser utilizados por pessoas de qualquer biotipo. Acredito que devemos usar o que nos faz bem e que traduza os nossos sentimentos e aspirações.

Qual a importância da sustentabilidade nesse meio? Nos últimos tempos, perdemos a conexão de quem somos com o que vestimos, por isso compramos qualquer coisa a qualquer preço e também nos desfazemos sem apego, gerando consumo desenfreado e muito descarte. Minha produção é totalmente dedicada a cada pessoa, tudo é criado, pensado e dosado intencionalmente a cada cliente. A moda da maneira que produzo é conectiva e sustentável, e creio que este é o caminho.

A era digital vem beneficiando a moda de diversas formas, tornando-a cada vez mais acessível. Quais os pontos positivos e negativos de fazer moda em uma era em que quase tudo gira em torno da internet? A era digital torna mais rápida a circulação das informações e ideias, mais acessíveis às imagens, mas embora as pessoas “vistam ideias”, há uma materialidade indispensável à moda: nós usamos o toque, o conforto, o calor. O real, o físico, não é substituível. Além disso, o que a gente vê na internet nem sempre “cai bem” no contexto no qual vivemos. As referências próximas ainda ocupam lugar especial nas nossas escolhas. 

Quais músicas não saem da sua playlist? Música brasileira. Escuto de tudo um pouco, mas amo samba. Ultimamente tenho escutado muito Belchior, Francisco El Hombre e Cuscobayo, principalmente pelo engajamento político das letras. 

Um hábito que não abre mão? Todas as manhãs, tomar um delicioso café passado, não sem antes alimentar e acarinhar meus gatos. 

Reflexão de cabeceira? Ame-se, cuide-se e valorize-se.

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros