Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL03/06/2020 | 06h10Atualizada em 03/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta quarta-feira!

Sociedade por João Pulita Jucimar Milese / Divulgação/Divulgação
Diego Meira e Leonardo Correa, comandantes da The Boss Barbearia, contabilizam elogios pelo trabalho executado com a habilidade de Luan Meneghetti Foto: Jucimar Milese / Divulgação / Divulgação

Prata da Casa

A Associação Criança Feliz, atualmente presidida por Liége Francisco celebra, amanhã, 25 anos de fundação. O projeto da instituição é uma história dedicada ao desenvolvimento de pessoas e à melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes e suas famílias, em situação de vulnerabilidade social residentes da região norte de Caxias do Sul. Quem desejar colaborar poderá contatar pelo número (54) 99917-3877.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Os profissionais da beleza Iuri Zabloski e Mônica “Cacá” Weber promovendo exemplo de biossegurança no Ateliê Cacá Weber Foto: Ana Salvi / Divulgação
A bela arquiteta Rafaela Finger ganhou afagos do namorado, o médico Júlio César Bebber, pela passagem da data querida, quinta-feira Foto: Luizinho Bebber / Divulgação

Ação

Em vista das incertezas que norteiam a atual situação, também na área da Cultura, a cantora Daniela De Carli convoca a colaboração da comunidade para o projeto do curta-metragem Insustentável Desarmonia, iniciado em meados de 2019, para que a obra não fique à deriva, o trabalho realizado por músicos, técnicos de som, estúdio de gravação e artistas plásticos. Consciente de que se trata de um momento crítico para todos e não podendo contar com as leis de incentivo, decidiu voltar ao antigo modelo de captação de recursos, criando um fundo particular, a popular “vaquinha”. O valor mínimo estabelecido é de cem reais, que pode ser levantado entre familiares e amigos. Interessados em ajudar podem se conectar por meio do telefone (54) 98151-9505.

A arquiteta Bárbara Tonella é amiga e sócia de Paula Fontana, no escritório PB Estúdio, que a coluna apresentou, segunda-feira Foto: Fabio Grison / Divulgação

Revival

O dee jay Juliano Rossini, especialista em flashbacks de músicas do passado, está com tudo e não está prosa. Ele produziu recentemente um remix da música Noite do Prazer de Claudio Zoli. O sucesso é tanto que o próprio Zoli curtiu e comentou a versão do caxiense que vem causando com suas lives recheadas de ritmos e nostalgia.

.

Ler literatura é o maior ato de subversão!

Marcos Mantovani Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação

Marcos Mantovani, 41 anos, capricorniano, filho de Remi Mantovani e Albani Soares Mantovani, é professor de Comunicação no Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG. Possui três livros publicados: Sala de Embarque (2011); Borboleta Nua (2013), romance vencedor do Prêmio Vivita Cartier; e Clandestinidades, lançado no mês passado, romance que, entre outros elementos, reinterpreta a queda do voo 447 da Air France, em 2009. Como docente, concentra-se nas áreas textuais cultural-linguísticas e críticas da mídia. Paralelamente à docência, desenvolve em seu Instagram (@_marcosmantovani) um projeto de fotoetnografia, cujo objetivo é mostrar e contar mini-histórias. Viaje na poética-criativa deste grande homem das letras! 

A de Autoironia: sem ela, corremos o risco de acreditar demais em nosso curriculum, em nosso Lattes, em nossas fotos – inclusive na foto ao lado.

B de Buba: a cocker de 14 anos (com Alzheimer, tumor, incontinência) por quem sou afeiçoado-sangue.

C de Clandestinidades: é o meu novo livro, publicado no mês passado. Além de publicações, no Brasil de 2020 também há censuras literárias, como as que ocorreram em São Paulo e Roraima.

D de Do Arco da Velha: em Caxias, é um dos meus lugares favoritos. Eu indico, com insistência, o cappuccino canelado e a trufada de leite ninho.

E de E.T.: eu assisti a E.T., do diretor Steven Spielberg, no Cine Ópera, hoje um estacionamento cinza-tédio com oito ou nove andares.

F de Fotoetnografia: embora eu não seja fotógrafo nem antropólogo, coloquei em giro um projeto fotoetnográfico: as pessoas, os rostos, as histórias, as humanidades.

G de George Floyd: executado por questões raciais pela polícia branca de Minneapolis. Assim como João Pedro, 14, executado por questões raciais pela polícia branca do Rio de Janeiro.

H de Henry David Thoreau: não botou a mão no peito, não se iludiu, não foi buscar a cópia do seu diploma em Harvard e, aos 27 anos, escolheu se retirar para a floresta.

I de Imprensa: entre o WhatsApp, o Facebook, o Twitter, o Hoaxer e a imprensa, eu fico sempre com a imprensa.

J duplo de Janis Joplin: em menos de trinta anos, viveu mais do que todos nós – a voz, o pioneirismo estético, as ciladas, as aberturas de caminho, o grito rouco-feminino-texano.

K de Kafkaniano: a bandeira, a ordem, o pro(re)gresso.

L de Literatura: alguém já disse, acho que foi a Carol Bensimon: nos dias on-line e dispersivos de hoje, sentar num banco e ler literatura é o maior ato de subversão que existe.

M de Menosprezo: pelos memes étnicos, pela baixeza discursiva, pelo repasse consciente de fake news, pela sabotagem cidadã.

N de Não: os coaches se recusam a admitir, mas ao longo da vida o “não” será mais importante do que o “sim”. 

O de On the Road: tudo começou em 1957 – o imaginário das viagens, a carona, a mochila, o vento, as auroras lilases e as viradas de rosto para certas convenções.

P de Pais: a professora Albani, guerreira num país avesso à educação. O meio-campista Remi, nascido na Palugana e ídolo do Dalban e Veranense. 

Q de QI: teste adivinha para quem?

R de Raduan Nassar: publicou só três livros (um romance, uma novela e uma coletânea de contos). Mesmo assim, escancarou tudo sobre o humano.

S de Saudades: do Baiano, Pato, Piti, Gérson, Ice, Nilson (tantos outros), amigos de infância que a Covid-19 afastou do meu abraço.

T de Tubaina: nas festas de colônia, eu só bebo Tubaina.

U de Urutu-branco: vulgo Tatarana, vulgo Riobaldo, o maior personagem da literatura brasileira.

V de Vadiagem: é uma palavra rica de sentidos, de acepções. Por exemplo, sem a vadiagem criativa, sem as horas ociosas à beira do Rio Arno, Dante Alighieri não teria visualizado a Divina Comédia – e Caxias não teria a Praça Dante.

W de Wando: cuja “Você é luz...” era a minha canção segura na época dos karaokês.

X de Xadrez: no meu tabuleiro, de modo invertido, os peões se algazarram contra o próprio reino, roubam os cavalos, escalam as torres e zombam do penteado do seu rei.

Y de Yanomami: tristemente, os índios, no Brasil, foram (são) invadidos, mortos, desterritorializados e caçoados.

Z de Zoológico: se as coisas seguirem o rumo vulgar da atualidade, em 2049, ano da continuação de Blade Runner, os replicantes assumirão a Terra e os zoológicos estarão repletos de humanos urrando hinos sem sentido. 


 
 
 
 
Pioneiro
Busca
Imprimir
clicRBS
Nova busca - outros