Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL01/06/2020 | 06h10Atualizada em 01/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta segunda-feira!

Sociedade por João Pulita Ana Salvi / Divulgação/Divulgação
Susi Quevedo, Eduardo Onzi Susin e Brenda Quevedo lideram um projeto filantrópico desafiador e contabilizam expressivo resultado Foto: Ana Salvi / Divulgação / Divulgação

Volume

Os linhas de frente da Lehitàge, Eduardo Onzi Susin, Brenda e Susi Quevedo, criaram um desafio para o espírito solidário dos empreendedores caxienses que atuam no W Tower, devido a pandemia causada pela Covid-19. Para atender muitas famílias em vulnerabilidade social, eles encontraram uma forma curiosa e agregadora que motivou empresários de outros lugares para colaborar com o projeto. A loja já arrecadou duas toneladas de alimentos não perecíveis destinados para a Pastoral do Pão de Ana Rech e o Projeto Mão Amiga. O trio está desafiando mais empresas a promoverem o mesmo gesto. “Vamos mostrar que além do espírito empreendedor, nossa cidade sabe também ser solidária”, conta Brenda. Interessados em participar da campanha devem contatar pelo número (54) 99660-0470.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

A fisioterapeuta Viviane Zorzi Vasata conta com o apoio do marido, André Vasata, enquanto ela coloca no papel o projeto de ampliação de sua clínica Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação
A secretária executiva e relações públicas Vânia Tonietto Brugali vive dias também dedicada, com brilhantismo, à pesquisa, criação e edição de textos históricos e literáriosFoto: Alex Almeida / Divulgação
Carlos Eduardo Torelly Comandulli e Rosa Araújo Comandulli celebraram os seis anos de Jayme Araújo Comandulli, com festa temática inspirada em Peter Pan Foto: Victória Ruzzarin / Divulgação

Juninos

O mês inicia com festa, já que aniversariam, nesta segunda-feira, os conhecidos Matheus Bombana, Flavia Gazola, Paula Triches, Mayara Reis de Oliveira e Lourdinha Grison. Amanhã, as deferências serão ao redor de Zila Turra Pieruccini, soberana da Festuva de 1958.

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A leveza de espírito e a paixão pelas formas

Paula FontanaFoto: Fabio Grison / Divulgação

A filha caçula de João Carlos e Ermelinda Fontana, Paula Fontana, 33 anos, arquiteta expoente da nova geração dos profissionais do setor, fala sobre as tendências contemporâneas, ícones de outras épocas e suas obras. Nascida sob a égide de Escorpião, atualmente a profissional comanda o PB Estúdio de Arquitetura, ao lado da amiga e colega de métier, Bárbara Tonella. Conheça mais do conteúdo e da alma de nossa entrevistada que acredita na empatia e na resiliência como propósitos de um futuro melhor!

Qual sua lembrança mais remota da infância e a que te remete essa época? As brincadeiras no pátio da casa onde morávamos, em dias de Sol e o gosto adocicado do butiá, fruto cultivado no jardim e disputado pela vizinhança.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra? Acredito que a formatura foi um divisor de águas em minha vida. Poderia intitular como: Olá, Vida Adulta!

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Me aventuraria na pele de Zaha Hadid (1950-2016), uma grande mulher, que enfrentou os mais diversos preconceitos pelo seu gênero, pela sua etnia – árabe –  e, acima de tudo, por ser autora de uma arquitetura de excelência e extremamente complexa. 

Onde busca equilíbrio e harmonia, seja no ambiente profissional ou pessoal? O yoga passou a fazer parte de minha vida no fim do ano passado e cumpre um papel fundamental de equilíbrio entre a mente e o corpo. Algumas técnicas de respiração que pude aprender são muito eficazes e fáceis de se aplicar em qualquer ambiente.

Quais foram seus primeiros trabalhos que lhe garantiram projeção e visibilidade? Logo que me formei atuei na organização da Mostra Casa&Cia. Ali acredito que tive os primeiros contatos, conhecendo e convivendo com outros colegas de profissão, prestadores de serviços e profissionais da área.

Qual sua primeira produção como arquiteta profissional? Uma charmosa cafeteria, no município de Flores da Cunha, realizada a convite de um ex-colega do Ensino Fundamental.

Como a arquitetura e a arte impactam a vida das pessoas? A arquitetura e a arte estão em todo lugar! Ambas influenciam o cotidiano. Quando observada em grande escala, em uma cidade com sistema viário caótico, que demanda horas no congestionamento, a arquitetura será influência negativa na qualidade de vida. O contato com qualquer manifestação artística amplia nossos horizontes, percepções e emoções.

Qual obra de arte gostaria de ganhar ou comprar? Sou muito fã das obras da artista plástica Jane De Bhoni, a vivacidade, o colorido do estampado e a atualidade dela me cativam. 

Qual seu maior orgulho profissional? Meu primeiro trabalho publicado no Anuário da Serra Gaúcha, em 2018, um apartamento para um jovem e querido casal. Grandes parcerias com fornecedores e prestadores de serviços se firmaram e este trabalho rendeu outros.

Qual foi o projeto de maior desafio? Empreender. Nesta realidade que vivemos hoje, tem sido meu projeto de desafios diários. Mas um marco arquitetônico foi a reforma civil e o projeto de interiores de uma casa em Nova Hartz, realizada no meu primeiro ano trabalhando à frente do PB Estúdio. A experiência, o resultado e a satisfação dos clientes foram muito gratificantes.

Qual o maior arquiteto do mundo e sua grande obra? Sou muito fã do legado de Oscar Niemeyer (1907-2012), que lindamente produzia arquitetura de forma poética, rica em curvas e elementos contrastantes, como vidro e concreto. A Casa das Canoas, em São Conrado, Rio de Janeiro, projetada em 1951 e construída em 1953, é uma das obras mais lindas dele e que representa muito bem nossa arquitetura moderna.

Quais conselhos daria para quem deseja ingressar nessa profissão? Eu vivo buscando conselhos. Mas compartilho alguns aprendizados já acumulados: busque sempre referências, aprofunde-se muito e, principalmente, não se deixe abalar pelas noites mal -ou até não- dormidas durante o período acadêmico. A persistência e o amor pela arte da arquitetura são primordiais. 

Como vislumbra a cena de arquitetura contemporânea no Brasil? Dotada de todo o seu pluralismo, a arquitetura contemporânea brasileira tende a garantir às novas gerações mais e mais avanços tecnológicos, evidenciando os ligados à economia verde. Vamos aproveitar melhor recursos e materiais que a natureza nos oferece.

Paula FontanaFoto: Fabio Grison / Divulgação

Acredita em casa ideal? É a que proporciona conforto, e ao mesmo tempo, reflete a personalidade de quem a habita. Não acredito em padrões engessados. Em uma casa ideal, para onde se olhe, tem de haver identificação e familiaridade com o habitante. Minha casa conta muitas histórias, o que exatamente transforma ela em um lar. 

Um ícone da arquitetura e um do design... da arquitetura, a Villa Savoye, Poissy, França, projeto de Le Corbusier em parceria com Pierre Jeanneret, de 1928 a 1931. Do design, a poltrona Charles Eames, criada pelo casal Charles e Ray Eames, de 1956.

Uma peça de design atemporal: A mesa Saarinen, criada pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen, em 1956. 

Quais são os maiores e melhores designers do mundo? Philippe Starck e Christian Louboutin. 

Um ambiente equilibrado é aquele... que possui funcionalidade, por meio de uma boa distribuição de mobiliário, seguindo normas básicas de conforto.

O que não pode faltar em uma casa e em um escritório? Tapetes são peças fundamentais em ambos os locais. Eles são versáteis, ajudam a “vestir” o ambiente, auxiliam no isolamento térmico e acústico e agregam muito conforto.

Um projeto dos sonhos? Criar uma casa totalmente sustentável, com o objetivo de promover uma relação mais saudável com o meio ambiente e garantir o bem-estar dos moradores.

Qual a importância do design como fator de identidade de um povo, de uma cidade? A cultura de um lugar é composta por símbolos e elementos, os chamados signos culturais. São as produções dos designers que compõem a identidade do local.

Como se caracteriza o design que desenvolve? Existem elementos que definem a tua assinatura? Pureza e limpeza das formas, linhas contínuas, amadeirado para trazer aconchego e conforto. Para quebrar a monotonia, um toque de assimetria de vez em quando.

Fontes de inspiração? Meus pais são, sem dúvidas, minha principal fonte de inspiração pelo exemplo de seres humanos que são e os valores que sempre fizeram questão de transmitir para mim e minhas irmãs, Daniela e Andreia. 

Quais músicas não saem da sua playlist? Dizeres, de Lorena e Sant; Jungle, de Tash Sultana; Sambinha Bom, de Mallu Magalhães, e; Trevo (tu), de Tiago Iorc e Anavitória.

Qual a palavra mais bonita da língua portuguesa? Empatia, se houvesse em abundância o mundo seria muito melhor. 

Livro de cabeceira: Presentes da Vida, de Emily Giffin. 

Um objeto de desejo: Cadeira Barcelona, de autoria do incrível Mies van der Rohe. 

Lugar preferido em casa? Meu quarto, sem dúvida é meu refúgio principal dentro de casa.

Filme para assistir inúmeras vezes: Comer, rezar e amar, escrito por Elizabeth Gilbert e dirigido por Ryan Murphy. 

Casa boa precisa ter... conforto e identidade. 

Não vivo sem: meu celular.

Uma palavra chave: resiliência.



 
 
 
 
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