Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL18/05/2020 | 06h10Atualizada em 18/05/2020 | 06h42

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta segunda-feira!

Sociedade por João Pulita Rafael Sartor / Divulgação/Divulgação
Regina Bellini ladeada pelas filhas, Cristina Bellini Albé e Flavia Bellini, celebrou aniversário e segue até o fim do mês com o propósito do projeto Aniversário Feliz, um gesto de apoio comunitário Foto: Rafael Sartor / Divulgação / Divulgação

Empatia

Elegante em tempo integral, Regina Bellini, aniversariante do último domingo, foi afagada pela família e segue coordenando o projeto Aniversário Feliz ao lado das amigas e também aniversariantes do mês, Vera Caregnato Orsso, Regina Crosa e Patrícia Crosa Scain. Juntas arrecadam alimentos, roupas e cobertores para beneficiar 230 famílias do Centro de Atendimento ao Migrante e mais 200 atendidas pela Liga Feminina de Combate ao Câncer – Núcleo Caxias do Sul. A coleta ocorre, até o fim deste mês, na Boutique de Regina Bellini.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Em casa, Elisa Kuver ressignifica a atitude fashionista em prol de uma ideia filantrópica Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação

Atitude

A stylist e consultora criativa Elisa Kuver é uma das principais entusiastas do projeto “Moda e Consciência Social” que conjuga estilo e filantropia. A proposta, que se originou de um grupo de amigas com a intenção de apoiar a comunidade, priorizou o Hospital Geral, com a doação de 640 máscaras de tecido reutilizáveis. Por meio de seus perfis no Instagram, um time de mulheres de destaque na sociedade da Serra gaúcha angariou fundos para produção do material doado e agora, juntas, dão sequência ao movimento de benemerência com nova fase denominada “Arco-Íris”, que ditará os tons dos looks do dia. A ideia promete render ainda mais benefícios.

Parabéns!

Ontem foi dia de celebrar a passagem da data querida professora e pesquisadora caxiense Véra Stedile Zattera. Hoje as atenções giram em torno do administrador de empresas Alexandre Randon.

Sergio Lopes e Regiane Ramos De Carli invadem a Capital gaúcha com sua moda autoral Foto: ¿?lio Abe / Divulgação

Moldura

Regiane Ramos De Carli, que recentemente tirou do papel o lançamento da grife NOIR, em parceria autoral com o artista plástico e professor de moda Sergio Lopes, está causando na cena fashion também na Capital gaúcha. A coleção de estreia Oh, Mon Amour!, inspirada no trabalho do artista impressionista Edgar Degas e seus retratos da atmosfera do ballet do século 19 e na escrita contemporânea dos muros franceses e na obra do compositor Jacques Brel, já ganhou as araras da boutique caxiense de Janielle Susin e desde a última semana enche os olhos na vitrine da L’arrivée, comandada pela curadora de moda Betina Sperb Albuquerque, em um espaço que combina galeria de arte e a pâtisserie de Diego Andino, nos domínios do bairro Três Figueiras, em Porto Alegre.

Vanguarda

Com a pandemia da Covid-19, a Feira Le Marché Chic, que já revelou mais de 500 marcas autorais com foco em moda, arte e design em cerca de 25 edições itinerantes no Estado e em Santa Catarina desde 2016, apresenta alternativa mobile para dar suporte aos seus expositores enquanto os eventos presenciais não ocorrem. Em constante busca por inovação, Luciana Alberti, idealizadora e curadora do projeto, lançou um aplicativo que funciona como uma loja online com dezenas de marcas autorais como as de Gisele Telve e Tanara Mallmann.

.

O inquieto universo de Laíne!

Laíne Motter OliveiraFoto: Chaiana Müller / Divulgação

A caxiense Laíne Motter Oliveira, 21 anos, filha de Gustavo da Costa Oliveira e Vera Regina Motter, diz ser muito apegada a família e possui uma relação estreita com os avós maternos Avelino Alcides Motter e Nadir Terezinha Dalle Laste Motter. Na adolescência, foi aplicada aluna dos colégios São José e La Salle Carmo. Atualmente, mostra a mesma disciplina como acadêmica do curso de Serviço Social e bolsista no Programa de Educação Tutorial na Universidade Federal de Santa Catarina.  A bela escorpiana ainda participa de movimentos militantes como o Levante Popular da Juventude e no Movimento das Mulheres Camponesas, coletivos do Estado de Santa Catarina com alcance nacional. Invista pelo mundo plural de Laíne!

O que tem sabor de infância? Frutas, todas têm gosto da minha infância. Desde pequena, minha “tata” Ana colocava no meu lanche e até hoje minha nona sempre descasca e tira as sementes para eu comer. Sei a época da colheita do caqui, do abacate, da bergamota e de diversas outras.

Ao lado de quem gostaria de ter sentado no tempo de escola? De todas as pessoas as quais eu lia a biografia durante o ensino médio e nas férias. Comecei lendo Anne Frank, passei por Tim Maia, por Nelson Mandela, Frida Kahlo e Cora Coralina. Me limitar a um deles seria até injusto. 

Traço marcante de sua personalidade? Em uma conversa com uma das melhores professoras que cruzou o meu caminho, ela disse que sou uma pessoa muito empática. Aprendi que a empatia na dose certa é esplêndida e me dá forças para fazer com que os outros possam olhar para além do que está na frente.             

Qual talento mais aprecia ter? Escrever, mas preciso dizer isso ressaltando que tive uma educação de qualidade, com uma professora incrível, Morgana Säge, a quem reverencio por oportunizar desenvolver minha escrita para que, hoje, possa me dedicar à pesquisa. 

Gostaria de ter sabido antes... que chegaríamos a essa conjuntura, exatamente do modo e forma como estamos, para poder me preparar melhor psicologicamente. 

De onde surge a vontade de ser uma ativista social? O ativismo social e a militância possuem algumas diferenças. De toda forma, tanto um quanto o outro buscam mudanças na estrutura imposta. Nesse sentido, eu acredito que ver tamanha desigualdade, seja ela racial, de classe, de gênero, é motivo para não deixar ninguém imóvel. Estudando Serviço Social, percebe-se a violação dos nossos mais diversos direitos e organizar-me nos movimentos sociais é meu papel enquanto cidadã e parte de um coletivo.

Qual seu projeto preferido? No ano passado iniciei um projeto com duas amigas, Érica Fernanda dos Santos e Ana Cecília de Araújo. A ideia aborda a questão da perspectiva das mulheres atingidas pela construção de barragens e a violação dos seus direitos. Como uma pesquisa de campo, participamos das reuniões coletivas no interior de Santa Catarina, conversando, observando suas pautas e, acima de tudo, entendendo que fazer parte de atividades coletivas com elas sempre resgata muita força. A gente se reconhece, reconhecendo a outra.

Teve algum marco decisivo que influenciou a trajetória? Quando meus pais se divorciaram e eu reprovei na escola. Foi então que entendi que era eu e minha mãe. Tomei a decisão de estudar focada e ingressar em uma universidade que me tirasse da zona de conforto e foi o que fiz. Passei em quarto lugar no curso de Psicologia na Universidade Estadual do Sul de Santa Catarina e, um semestre depois, passei em primeiro lugar em Serviço Social na Universidade Federal de Santa Catarina.

Quais são suas influências e inspirações? Eu me inspiro em mulheres. Para além daquelas que eu já li, me inspiro nas mulheres que convivo, nas que converso e nas que lutaram para que hoje pudéssemos falar. 

Qual a importância do ativismo social como fator de identidade de um povo? Todo ato é político. O fato de existir uma escolha, de poder se acomodar e essa escolha ser feita, ela é política. É importante entender que o Brasil, historicamente, é um país explorado. Quando partilhamos do sentimento de exaustão e cansaço por lutar por uma transformação social, é relevante lembrarmos dos nossos antepassados. Sempre tivemos resistência, em todo o canto; sempre tivemos quem lutou por nós, nada nos foi dado. 

Se tivesse vindo ao mundo com uma legenda ou bula, o que conteria nela? Sem dúvida seria “não prescrever sob sintomas de fascismo”. 

Um hábito que não abre mão? A leitura, mesmo que seja pouca. Ando sempre com meus livros e, quando tenho tempo e silêncio, eu leio. 

Livro de cabeceira: “Mulheres, raça e classe”, da Angela Davis, e “Mulheres que correm com os lobos”, da Clarissa Pinkola Estés. 

Série para assistir inúmeras vezes: “Olhos que condenam” é uma minissérie criada por Ava DuVernay e disponível na Netflix.

Quais músicas não saem da sua playlist? Eu cresci escutando pagode, sempre terei na playlist, mas não deixo de ouvir Silva, Castello Branco, Criolo, Elza Soares, Bia Ferreira, BaianaSystem, e de vez em quando preciso de Pabllo Vittar, Anitta e Ludmilla. 

Uma palavra chave: Informação. Parece óbvio usá-la no século dela mesma, porém me questiono: o que fazemos com as que recebemos? Óbvio que aqui eu falo das verdadeiras, da ciência, dos dados, mas vale ressaltar o porquê da existência das fake news

Lugar preferido em casa? Meu quarto é meu templo, eu deixo tudo que não é dele para fora, menos comida e café. 

O que mais sente falta de Caxias do Sul? Sem dúvida, o conforto do lar da minha mãe e dos meus avós. Quando estou aqui me sinto segura e protegida. 

Qual a melhor parte de morar em Florianópolis? Ter praia perto de casa é maravilhoso, mas não frequento muito. Acredito que as pessoas que apareceram na minha vida desde que me mudei são a melhor parte, todas elas. 

O que não deixa de fazer no momento atual? Receber muita informação, ao que tudo indica, está causando mais dispersão do que atenção, já que a ciência vive sendo confundida com opinião. Tento me informar por meio de jornais e fontes seguras, mas não deixo de estudar, de ler meus livros. Muitas leituras fazem relação com o momento atual, inclusive. 

Consegue ver um lado positivo em meio ao cenário da pandemia? Entendo que ver algo positivo em uma situação de pandemia em contextos brasileiros diz muito sobre onde você está, da mesma forma que compreendo a necessidade de sobrevivência. Me questiono para quem a quarentena está sendo boa, frente a um cenário político caótico e previsto. Aumento da desigualdade, do desemprego, direitos trabalhistas sendo rasgados, benefícios sendo jogados no lixo. Caso exista algo bom, me telefonem. 

O que te mantém mentalmente equilibrada nesse período de isolamento? Desde que saí de casa, eu entendo que o desequilíbrio não é a pior coisa do mundo quando se pode voltar ao equilíbrio. Sempre busco escutar música, independente do tempo que tenho, também assistir séries e filmes que me façam sentir mais do que pensar e, como minha cabeça vive na velocidade da luz, quando durmo tento imaginar lugares que gostaria de estar, principalmente agora em quarentena. 



 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros