Sociedade por João Pulita - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

SOCIAL24/04/2020 | 08h12Atualizada em 24/04/2020 | 08h12

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta sexta-feira!

Sociedade por João Pulita Fabio Grison / Divulgação/Divulgação
Fabio Grison, Lenara Ransolin e Diego Ferreira em temporada de laboratório para programar os projetos futuros Foto: Fabio Grison / Divulgação / Divulgação

Retratos

Fabio Grison, Lenara Ransolin e Diego Ferreira comemoram a parceria de talentos. No fim do ano passado, o trio criou o projeto Le Jour Fotografia, para atender a demanda de registros de casamentos e formaturas. O sucesso ainda é tanto que eles brilham com imagens no Instagram @lejourfotografia. Conheça mais acessando lejourfotografia.com.br

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Teodoro Salazar, Vicente Pedrotti Salazar e Andressa Pedrotti reunidos em clima íntimo e familiar para comemorar a data querida dela, no detalhe o criativo bolo Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Coisa de Cinema 

Andressa Pedrotti não deixou passar em brancas nuvens a passagem da data querida, ocorrida na terça-feira, dia 21, em São Marcos. Em temporada de isolamento social, ela se inspirou na personagem do ator Tom Hanks do filme “Náufrago”, para criar o bolo comemorativo. No detalhe da foto abaixo você confere o “Wilson”- a bola -  bem aos moldes do roteiro do longa ambientado em uma ilha deserta e que virou um clássico. Para apagar as velinhas, Andressa contou com as atenções do marido, o empresário e designer de moda Teodoro Salazar, e do filhão deles, Vicente Pedrotti Salazar.

Clave

Amanhã, a playlist que incluirá o parabéns a você será para comemorar o aniversário do dee jay Danna. Já no domingo, 26, os acordes serão entoados para homenagear o maestro, Gilberto Salvagni, aniversariante do dia.

Maximiliano Pulita, Rosane e Caroline Ferreira Pulita, família reunida, em momento afetivo e criativo, fazem contagem regressiva para o fim do recesso social Foto: Eduardo Ferreira / Divulgação

Conhecimento

A direção do @institutodeleituraquindim realiza nesta sexta-feira, às 18h, uma live com o verbo de Lília Schwarcz, historiadora, antropóloga e professora da USP. Já às 21h, o conteúdo terá como protagonista Kiusam de Oliveira, professora da UFES, Mestre em Psicologia e Doutora em Educação pela USP, também persona de destaque da ONG Olhares Cruzados. Ela é artista multimídia e coreógrafa e tem palestrado pelo Brasil sobre a temática das relações étnico-raciais.

A aniversariante da semana, Maristela Tomasi Chiappin celebra conquistas em dose dupla Foto: Fabiano Scholl / Divulgação

Calendário

Maristela Tomasi Chiappin, diretora-presidente da Rede de Ensino Caminho do Saber, celebrou ontem, seu aniversário com ênfase extra. Na comemoração, Maristela brindou outros feitos como, por exemplo, a direção da escola que existe há 31 anos e que surgiu a partir de sua veia empreendedora, e a vice-presidência de Serviços da CIC.

.

Talento em Construção

Florencia MenegollaFoto: Victoria Menegolla / Divulgação

Florencia Menegolla, 19 anos, filha de Adelar Luiz Menegolla e Patricia del Carmen Semhan é de uma família numerosa, com um irmão mais velho, Ismael e as quatro irmãs, Dolores, Victoria e Francisca Menegolla. Nascida sob a égide do signo de Virgem, a bela de origem argentina foi destacada aluna do Colégio La Salle Carmo, quando liderou o Grêmio Estudantil durante o Ensino Médio e agora se debruça em estudos e trabalho na Capital Buenos Aires, onde cursa o terceiro semestre de Arquitetura na Facultad de Arquitectura Diseño e Urbanismo da Universidad de Buenos Aires. Conheça um pouco do universo particular de Florencia!

O que tem sabor de infância? A primeira memória que vem em mente é de tomar suco de laranja direto dela junto com meus primos e irmãs na casa dos meus avós maternos, em uma cidade chamada Mercedes, no interior da Argentina.

Ao lado de quem gostaria de ter sentado na época da escola? Não teria sentado ao lado, mas observado, pois sempre preferi ver o artista realizando sua obra ou um estudioso discorrendo com domínio sobre o que sabe. Apreciar pessoas fazendo o que elas realmente gostam. Sempre me fascinei ouvindo os meus professores, acho que poderia ter ouvido e conhecido mais pessoas dispostas a me ensinar sobre tudo.

Qual talento mais aprecia ter? Gosto muito da minha capacidade de ponderar todos os lados de uma discussão para tentar chegar a uma solução conjunta. Por mais que tenha uma própria compreensão do tema, gosto de poder ouvir o que o outro tem a dizer e entender o raciocínio que ele fez para ter tal conclusão, e então, assim, realizar um exercício de autocrítica para validar o meu ponto de vista.

O que gostaria que a sociedade praticasse mais? A autocrítica e o reconhecimento de seus privilégios.

Gostaria de ter sabido antes... quais eram os meus gostos e desejos, e o que teria sido influência externa. Ter atuado menos por inércia e mais por vontade própria.

De onde surgem suas criações inovadoras? Não diria que as minhas criações sejam exatamente inovadoras. Já que ser inovador é um requerimento do nosso meio de produção. Mas eu entendi e aprendi a gostar do meu processo criativo ao entrar para a FADU. Ao criar, defino um tema, investigo múltiplas referências, experimento diversos materiais de representação gráfica e entendo as possíveis simbologias que eles podem transmitir. Nesse momento eu deixo fluir e me permito provar. Sempre quis ser uma alguém inovadora, que faz algo diferente do jamais visto antes, que cria do zero, um desejo um tanto quanto comum dada a criação no meio capitalista. Mas entendi que tudo se transforma, e que não obstante, nunca a água que passa em um trecho de um rio vai ser a mesma depois de um tempo. Ou seja, temos que aprender a digerir todo esse bombardeio de informações e fazer algo, explorar isso, entender, processar, moldar e voltar a emitir de uma maneira única e própria. Criar é levar em conta o contexto social, é um ato político. Quando entendi isso, comecei a realmente gostar das áreas criativas e ter gosto pelo que faço, tudo flui melhor.

Qual seu trabalho ou projeto preferido? Gosto muito da experiência que tive ajudando meu irmão no projeto Lo Personal Es Politico (@lopoliticoespersonal), serigrafar a estampa em tecidos para costurar mochilas e estojos, encapar cadernos costurados à mão, a entregar de bicicleta na Capital da Argentina que até então pra mim era desconhecida. Aprendi como a vida funciona de uma maneira que ninguém poderia ter me ensinado.

Teve algum marco importante ou momento decisivo que influenciou a trajetória? Um momento decisivo pra entender meu gosto pelo desenho - seja ele gráfico, de imagem e som, de moda, de produto, de arquitetura - é que existe um possível processo racional e científico aliado ao sensitivo e criativo por trás de qualquer projeto. Foi no fim do ano passado, quando conclui as disciplinas de Introdução ao Pensamento Processual e Desenho, em que a primeira me ajudava a seguir um processo capaz de solucionar problemas de desenho, e a outra a pensar de forma abstrata e sensitiva. Quando aliei as duas ao impacto social/político/econômico que pode chegar a ter o que eu vá criar, entendi o porquê queria seguir nessa carreira.

Quais são suas influências, inspirações e designers preferidos? A nível micro, sempre admirei meus irmãos, o Ismael, por exemplo, por sua simplicidade, criatividade e clareza em comunicar graficamente qualquer mensagem. Desde pequena via o que ele fazia e até hoje fico fascinada toda vez. Por outro lado, sempre assisti de pertinho a Victoria desenhando personagens e desenvolvendo habilidades de criar, tirando fotos cheias de carinho, sinceras e de forte impacto. Além da influência dos namorados artistas que foram passando pela família e que eu também tinha chance de acompanhar. Depois, a nível macro, eu amo Edward Hopper, Amadeo Seguy, Paula Dreidemie, Alberto Musso.

Se tivesse vindo ao mundo com uma legenda ou bula, o que conteria nela? Prefiro me utilizar de uma pintura chamada “A Sunlight in a Cafeteria” de Hopper para me descrever. 

Um hábito que não abre mão? O de todos os domingos dar uma desligada de obrigações externas, limpar a casa e respirar fundo. Se não faço essa limpeza de energias o resto da semana tende a ser desastrosa. 

Acredita em casa ideal? Não sei se diria ideal, mas sim a que satisfaz alguns desejos. Como eu fico bastante tempo em casa, gostaria que ela fosse bem aberta. Predominantemente branca, com muito espaço para ocupar e desocupar, mas ainda com bons móveis fixos confortáveis, pra que assim eu pudesse passar mil horas sem cansar. Hoje eu visualizo como uma casa de campo do interior da Argentina, que tem um estilo bem específico,mas que me transmite bons sentimentos. 

Um ícone da arquitetura e um do design: A urbanista Theresa Williamson; O arquiteto Valerio Olgiati e o designer gráfico Ryan Carl. 

Livro de cabeceira: são dois: “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley e logo embaixo “Tokyo Blues” de Haruki Murakami.

Filme para assistir inúmeras vezes: “Gattaca”, do diretor Andre Niccol e “Ponyo”, de Hayao Miyasaki.

Quais músicas não saem da sua playlist? “Sete e Meia” da banda Cardamomo, “Love S.O.S.” do Justice, “Hiedra’ da La Lá e “In The Aeroplane Over The Sea” da Neutral Milk Hotel.

Lugar preferido em casa? No Brasil, a parte que eu mais aprecio é a cozinha, onde todo mundo se reúne e fica por horas. Na Argentina, minha sacada, que me deixa espiar um pedaço do céu nesse amontoado de pedras.

O que mais sente falta do Brasil, vivendo na Argentina? Cada ida e volta eu descubro novas coisas para sentir falta. No princípio, eram as relações estáveis, o conforto de ter o que falar e com quem falar. Em Caxias do Sul, eu sempre gosto de sair com meus amigos, ir ao parque e mais do que tudo ficar no conforto de casa com quem eu amo muito, e por isso, meus amigos praticamente moram lá, para que eu consiga dividir o tempo com a família também. 

Que tipo de personagem foi na escola? Sempre fui muito líder e participativa. Nos dois últimos anos do Ensino Médio participei do Grêmio Estudantil e promovi ações que aumentaram o movimento de expressão artística dentro da escola. O último evento foi uma semi-gala estilo Oscar, que recebeu o nome de Prêmio Boni, para homenagear o grupo de professores da época como forma de agradecimento por todo o conhecimento que nos transmitiram e pelo impacto que causaram em nós.



 
 
 

Not?cias

Assine o RSS

Últimas

Mais lidas

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros