Coleção de Carinhos: Memórias do Seu Valter Gomes Pinto serão revividas no livro e exposição "Seu Valter - Humanidade & Sucesso" - Colunas do João Pulita - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 
 

Sociedade21/03/2020 | 12h37Atualizada em 23/03/2020 | 09h12

Coleção de Carinhos: Memórias do Seu Valter Gomes Pinto serão revividas no livro e exposição "Seu Valter - Humanidade & Sucesso"

Conheça parte da coleção de quase 500 canetas de marcas famosas, de Valter Gomes Pinto

Coleção de Carinhos: Memórias do Seu Valter Gomes Pinto serão revividas no livro e exposição "Seu Valter - Humanidade & Sucesso" Fábio Grison / Divulgação/Divulgação
A filha e a esposa de Valter Gomes Pinto, Viviane Pinto Bado e Therezinha Lourdes Comerlato Pinto Foto: Fábio Grison / Divulgação / Divulgação

Para anotações afetivas sobre o pai, Viviane Maria Pinto Bado tem à disposição quase 500 canetas da coleção de Valter Antônio Gomes Pinto (in memoriam). Esta é apenas uma das facetas de colecionador do empresário que foi um dos mais queridos diretores da Marcopolo e é lembrado pelo intenso esforço para que a empresa fosse reconhecida mundialmente, além de ser o festejado gentleman membro da organização da Festa da Uva entre as edições do evento de 1998 e 2014. A memória desta figura ímpar na economia e sociedade caxiense serão revividas com o lançamento do livro e exposição “Seu Valter – Humanidade & Sucesso”, que ocupará a Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim, da Casa de Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima, ainda sem data definida. Para a empreitada, Viviane e a mãe, Therezinha Lourdes Comerlato Pinto, que farão as honras durante a abertura da mostra, revisitaram os armários da família.

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Valter Gomes Pinto foi membro da organização da Festa da Uva, aqui na edição 2014Foto: Luiz Chaves / Divulgação

- Organizar isso tudo foi difícil, pois vinham muitas memórias, muitas emoções. Mas ao reunir pessoas com quem o pai havia realizado um trabalho ou que ainda iria realizar projetos foram fluindo e agora está sendo leve. Ouvir depoimentos tão bonitos foi uma choradeira. Tem tanta história linda - diz Viviane.

As homenagens para Seu Valter, falecido há seis anos, provocaram uma corrente de lembranças e histórias afetivas. Coisas de uma vida escrita em muitos feitos. Afinal, o cotidiano do grande homem era de gestos prosaicos, como fazer coleções de CDs, máquinas fotográficas, gravatas, chapéus e as centenas de canetas às quais a coluna teve acesso com exclusividade. São muitas e de diferentes estilos. Reúnem peças de marcas famosas como Mont Blanc, Parker, Pelikan e Waterman, dentre outras. Ele gostava de receber e presentear familiares e amigos com estas variedades de objetos.

A esposa, Therezinha Lourdes Comerlato PintoFoto: Fábio Grison / Divulgação

- Todo mundo esperava a gravata que ganharia dele no fim do ano. E ele guardava tudo também, chaveiros, botons, bloquinhos de anotações, marcava tudo com post-its. Uma vez dei uma Bic com um adesivo de coração colado na ponta. Ele adorou a ‘MonBic’. No fim, todas as peças são significativas - relata Viviane, com emoção.

Douradas, prateadas, em formatos e com arabescos e motivos diversos, as canetas sinalizam um homem detalhista, atento às minúcias, gentil e cordato.

- Ele tinha cuidados, era preocupado com tudo. Quando viajava, voltava com uma mala carregada de presentes para todos. Sempre queria saber se as pessoas estavam bem, se faltava algo - lembra a filha. 

Na exposição, as histórias de Seu Valter serão lembradas em fotografias de Javier “Paquito” Herrera e Julio Soares, entre outros, e aquarelas de Antonio Giacomin. Também há registros testemunhais e visuais no livro. A curadoria é de Véra Stedile Zattera. Tudo foi feito de forma profissional, mas perpassada pelo afeto de quem soube fazer da gentileza e amizade um legado.

Detalhe da coleção de canetas pintada por Antônio Giacomin, que ilustra o livro e exposição Seu Valter - Humanidade e SucessoFoto: Fábio Grison / Divulgação

- Embora reservado, meu pai era uma pessoa sempre atenta ao outro, a esposa, a filha, ao genro, Luciano Moisés Bado e aos netos, Vicenzo Antônio Pinto Bado e Gianluca Pinto Bado. Dava conselhos, queria saber se estava tudo bem. Era um colecionador de carinhos - conta Viviane com saudade.

Série Escritores, com destaque para a caneta HemingwayFoto: Fábio Grison / Divulgação
Dourada caneta Mont Blanc Sir Henry Tate, de 2006, número 686 de 4.000Foto: Fábio Grison / Divulgação
Estilo Madame de Pompadoir, do ano de 2001Foto: Fábio Grison / Divulgação
Referência nobre na relíquia Elisabeth I, da Coleção patrono de Arte, de 2010Foto: Fábio Grison / Divulgação
Referência religiosa na peça Pope Julios II, de 2005Foto: Fábio Grison / Divulgação
Tiragem 151 de 580 peças do modelo Pelikan da Coleção CaelumFoto: Fábio Grison / Divulgação
Escritas do tempo diversidade de motivos e cores guardadas em estojos e utilizadas no dia-a-dia Foto: Fábio Grison / Divulgação
Modelos diversos e, no detalhe, Seu Valter em frente à Mont Blanc HouseFoto: Fábio Grison / Divulgação
Diversos modelos de caneta Mont Blanc que integram a coleçãoFoto: Fábio Grison / Divulgação


 
 
 
 
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