247 mil pessoas compareceram à Feira do Livro de Caxias do Sul - Pioneiro

Versão mobile

Literatura17/10/2016 | 08h30Atualizada em 17/10/2016 | 08h30

247 mil pessoas compareceram à Feira do Livro de Caxias do Sul

Foram comercializados 41.221 exemplares, cerca de 40% a menos que em 2015

247 mil pessoas compareceram à Feira do Livro de Caxias do Sul Roni Rigon/Agencia RBS
Evento deste ano foi realizado pela primeira vez fora da Praça Dante Alighieri, na Praça das Feiras, no bairro São Pelegrino Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

Em números totais, a 32ª Feira do Livro de Caxias do Sul, que se encerrou neste domingo, foi menor que a anterior. Foram comercializadas 41.221 obras, contra 67.555 do ano passado (40% a menos). O público estimado, segundo a organização, foi de 247 mil pessoas, queda de 9% em relação às 270 mil de 2015. 

Para a coordenadora da Feira, Daniela Zanadréa, a avaliação desta primeira edição longe da Praça Dante Alighieri é ¿superpositiva¿:

— Tanto público quanto escritores e livreiros elogiaram e aprovaram. Se fizermos uma média pelo número de bancas (30 este ano contra 47 em 2015), o total vendido por livreiro é maior este ano — pondera, lembrando que a maioria dos eventos do gênero têm tido quebra de 30% a 50% nas vendas, por causa da crise.

Daniela destaca ainda que um diferencial deste ano foi que o público ficou na Feira, usufruindo do ambiente e da programação:

— Muitos voltaram várias vezes, vieram muitas crianças, muitas famílias, alguns até fizeram roda de chimarrão.

Segundo Daniela, os livreiros serão chamados ainda este ano para avaliar o evento — tanto os que participaram, quanto os que não participaram.

Já a Associação dos Livreiros de Caxias do Sul (Alca), que discordou da saída da Feira do Livro da Praça Dante Alighieri — fazendo com que tradicionais livrarias da cidade se negassem a participar da programação —, manteve pesquisadores na Praça das Feiras para ouvir o público, e deve divulgar, nos próximos dias, uma espécie de balanço paralelo da Feira.

A pesquisa foi feita em dias intercalados, e teve quatro perguntas básicas: como ficou sabendo da feira; como foi à Feira; o que o motivou a ir; e se comprou ou não livros. Segundo o presidente da Alca, Cristiano Bartz Gomes, os dados ainda precisam ser tabulados, o que começará a ser feito nesta terça-feira, em reunião da entidade, na qual também se avaliará a possibilidade de estender a Feira dos Livreiros, programação paralela desenvolvida nas 12 livrarias que não aderiram à programação oficial. 

— Vamos também cotejar os dados colhidos com os números divulgados pela organização, para, no início do ano que vem, conversar com a nova gestão municipal sobre as próximas feiras — acrescenta.

Por enquanto, os livreiros que seguiram a orientação da Alca mantêm a posição de defender a volta da Feira ao Centro:
_ O novo lugar é legal, é bonito, é prazeroso e tal. Mas o livro tem de estar onde o povo está _ defende Arcângelo Zorzi, o Maneco.

Ele diz ainda que, num dos sábados da programação, viu um enorme público na Praça das Feiras — mas poucos estariam com sacolas de livros.

Guilherme Martinato, da Do Arco da Velha Livraria e Café, faz coro à defesa do retorno à Praça Dante, e garante que, durante a programação paralela feita nas próprias livrarias com descontos de até 80%, o movimento foi grande, com muita gente procurando ali obras que não teria encontrado nas bancas da Feira oficial. Sobre o fato de os livreiros que participaram da Feira se dizerem satisfeitos com as vendas, ele lembra que, como o número de bancas foi menor em relação à edição anterior (30, ante 47 no ano passado), o rateio pode ter sido maior, mas o fato é que menos livros foram vendidos.

O balanço da Feira dos Livreiros também deve ser feito nesta terça.

 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros