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De grão em grão04/04/2015 | 08h02

Consumo a granel se fortalece em Caxias do Sul

Casas especializadas e consumidores conscientes apontam para um novo comportamento

Consumo a granel se fortalece em Caxias do Sul Jonas Ramos/ Agência RBS/
Juliano Perozzo adquire produtos orgânicos e a granel para evitar o desperdício Foto: Jonas Ramos/ Agência RBS

Trezentos gramas de arroz, 200 de feijão, duas xícaras de açúcar, três conchas de farinha, uma pá de queijo ralado, um naco de manteiga. Houve época em que as relações de consumo eram norteadas mais pela quantidade do que pelo visual.

Hoje, quando muito fala-se sobre consciência ambiental mas pouco atém-se ao impacto das embalagens dispostas nas gôndolas, o consumo a granel retorna como alternativa tripla: de vida saudável, de compra consciente e... de negócio.

Inaugurado recentemente, o Armazém da Dezoito fomenta esse cenário e dialoga com o conceito a granel já no nome. O armazém dos empresários Alyson Fred Grassi e Josmar Soares da Silva oferece mais de 750 itens, entre chás, grãos, cereais, temperos e petiscos, acondicionados em vidros, recipientes de policarbonato ou nas clássicas tulhas (gavetões).

Conforme Grassi, a venda a granel  promove uma relação mais humanizada e próxima, economiza embalagens e dá um freio no desperdício. Além disso, vai ao encontro das expectativas de um público cada vez mais exigente. 

— O consumidor de produtos a granel busca qualidade, variedade e, no caso de Caxias, preço. Ele quer ver o conteúdo do que está comprando, sentir o aroma,  tocar, aproximar-se do produto — salienta.

Na Fruteira Ecológica, a modalidade existe desde a abertura da casa, há 15 anos. Conforme a sócia-proprietária Arnete Carnigno, a variedade de produtos era pequena no início, em função de todos os produtos serem cultivados de forma orgânica.

Hoje, a fruteira ampliou a oferta a granel, oferecendo vários tipos de feijões (preto, vermelho, carioca, cavalo), soja, arroz e açúcar, tanto o mascavo quanto o demerara.

— As pessoas sabem que o preço a granel compensa. Além disso, compram a quantidade exata que vão consumir — aponta Arnete.

Cliente da casa "desde sempre", o empresário e desportista Juliano Perozzo, 42 anos, faz coro a essa difusão. Adepto do montanhismo — e, por isso mesmo, fiel a uma alimentação mais natural —, costuma adquirir em pequenas porções produtos como arroz, feijão, lentilha e aveia.

Para ele, a  venda a granel, além  de estreitar as relações com os produtores, colabora para que o consumidor adquira apenas o necessário. 

— Comecei a prestar atenção nisso quando passei a comprar menos e com mais frequência. A vantagem é que sempre temos à mesa alimentos mais frescos.

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