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Alerta!08/10/2013 | 07h03Atualizada em 14/03/2018 | 16h13

Saiba quando uma batida na cabeça deve ser motivo de preocupação

Em casos de perda de consciência, é necessário levar a vítima ao pronto-atendimento

Quando bater a cabeça deve ser motivo de preocupação? GaúchaZH consultou um neurologista para explicar os riscos.

Quando a batida na cabeça, conhecido como trauma crânio-encefálico (TCE), gerar apenas dor na hora da pancada em traumas corriqueiros, quando esbarramos a cabeça na ponta de um armário, por exemplo, não precisa haver motivo para preocupação.

No entando, segundo o neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, André Felício, em casos de concussão cerebral - perda breve de consciência - é necessário ficar alerta.

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— Casos em que o indivíduo perde transitoriamente a consciência, recuperando completamente a mesma após um intervalo de tempo curto (de segundos a minutos) são um desafio. Se por um lado a concussão é um evento muito comum, associado ao trauma, por outro, pode ser a ponta do iceberg de problemas iminentes — afirma André.

O especialista aponta também que diante de um TCE, deve-se fazer as seguintes perguntas: 1) O indivíduo recuperou totalmente a consciência? 2) Existe uma dor de cabeça que está piorando progressivamente? 3) Existem náuseas e vômitos? 4) Existe qualquer alteração neurológica? 5) Houve crise convulsiva?

Se a resposta for "sim" para alguma dessa questões, é necessário levar a vítima da batida ao pronto-atendimento. No hospital, uma investigação completa com exame de imagem deverá ser definida pelo médico, assim como cuidados gerais, tempo de observação ou internação hospitalar.

Dois cuidados importantes devem ser tomados em casos de concussão: é importante tentar manter a vítima acordada para acompanhar o nível de consciência e interação com o ambiente; não deve-se tentar alimentar ou oferecer líquidos ao paciente.

— Existem algumas situações de risco, em que a chance de hemorragias após um TCE pode ser alta. Por exemplo, nas pessoas que fazem uso de remédios que alteram a coagulação do sangue, desde aspirinas até anticoagulantes — ressalta o especialista.

André ainda afirma que a preocupação com sinais de alarme e grupos de risco - como idosos e crianças - define prioridades e quem deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência e emergência.

 
 

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