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3por418/08/2019 | 19h28Atualizada em 18/08/2019 | 19h28

Em Gramado, Thaíde fala da atuação em "O Homem Cordial" e dá dicas de obras sobre racismo

Filme está competindo na mostra de longas do 47º Festival de Cinema

Em Gramado, Thaíde fala da atuação em "O Homem Cordial" e dá dicas de obras sobre racismo Cleiton Thiele/Agência Pressphoto,Divulgação
Foto: Cleiton Thiele / Agência Pressphoto,Divulgação

A intolerância racial é um tema que permeia toda a narrativa de O Homem Cordial. Uma das ferramentas de resistência mais contundentes e atuais nesse sentido é o hip hop. Tido como um dos precursores do gênero no Brasil, a presença de Thaíde no elenco agiganta o filme. O ator, apresentador e músico diz que aceitou o desafio por achar o roteiro corajoso.  

– Acredito que pude participar na tela do cinema sobre um tema que falo muito nas minhas composições. Então, as pessoas que ouvem as minhas músicas sentem um pouco desse teor do filme. Poder participar disso foi uma coisa muito gratificante. Amanhã ou depois eu posso participar de uma comédia, e vou participar de uma comédia sem problema nenhum, mas estar num filme com um tema mais contundente é importante, principalmente para as vítimas de nosso país.   

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Com a temática racial pontuando o filme, a coluna perguntou para Thaíde algumas dicas de obras audiovisuais sobre essa mesmo tema. Ele indicou um trabalho brasileiro e um internacional. Confira:   

:: Besouro: é importantíssimo, é muito bom porque conta a história dos primórdios do negro no Brasil.  

:: Olhos que Condenam: essa é série. É tipo um touro quando vê o pano vermelho, nesse caso, quando os racistas veem a pele negra, eles vão para cima mesmo. Se você não estiver preparado, vai ficar bem abalado.

MÃES PRETAS

Além de Thaíde, o filme O Homem Cordial também conta com a atriz, poeta e MC Roberta Estrela D’Alva no elenco. Ela interpreta a mãe do menino Mateus, acusado de ter furtado uma carteira e que acaba linchado por populares, foge e fica desaparecido. 

Ao falar sobre a personagem, Estrela D’Alva revelou a inspiração no movimento Mães de Maio, relacionado às mortes de 493 pessoas, a maioria moradores da periferia, ocorridas em maio de 2006.    

– Procurem pelo documentário Mães de Maio: Um Grito por Justiça, se você não se sensibilizar, nada mais vai te sensibilizar. Para mim, é a luta mais importante que existe no país hoje é essa luta das Mães de Maio. O dia que a mulher preta estiver bem no Brasil, educando seus filhos, com comida na mesa, tudo vai mudar. A emergência é essa. Então, me inspirei nisso, nessas Mães de Maio, há muitos projetos vêm disso. Mães pretas do Brasil, esse é o tema do momento no Brasil.

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