Caxiense de 16 anos é finalista em concurso brasileiro de poesia falada - Colunas da 3por4 - Sete Dias: agenda cultural, shows, exposições e mais
 

Rima11/12/2018 | 16h30Atualizada em 11/12/2018 | 20h44

Caxiense de 16 anos é finalista em concurso brasileiro de poesia falada

Competição começa nesta quarta, em São Paulo 

Caxiense de 16 anos é finalista em concurso brasileiro de poesia falada Rodrigo Moraes/Divulgação
Temáticas sociais fazem parte do repertório da jovem Foto: Rodrigo Moraes / Divulgação

Antes de aprender a escrever, Jamille Santos já construía rimas na cabeça. A paixão pelas palavras e a proximidade com o universo do hip hop — ela dança desde os 10 anos — fizeram a caxiense descobrir  muito cedo que tinha talento para orquestrar ideias com o microfone na mão. 

— Quando aprendi a escrever gostava de criar releituras de histórias, até que na escola começamos a trabalhar redação e eu percebi que escrevia em estrofes e rimava tudo, eu tinha mais ou menos uns oito anos quando percebi isso — lembra.

Não demorou para a guria começar a criar seus próprios textos e chamar atenção com o talento para as rimas, inclusive promovendo diálogos artísticos entre dança e poesia. Hoje, aos 16 anos, a caxiense é uma das finalistas do SLAM BR 2018 - Campeonato Brasileiro de Poesia Falada. A programação começa nesta quarta (12) e vai até domingo (16), no Sesc Pinheiros, de São Paulo. O concurso SLAM promoveu etapas em Caxias e Jamille acabou se tornando vencedora. Depois, conquistou o vice-campeonato na seleção estadual e garantiu vaga para competir nacionalmente.

— Quero absorver o máximo de conhecimento e conteúdo possível, estarei ao lado de pessoas incríveis e muito importantes para nossa cultura brasileira. Estar no SLAM BR já é uma vitória, independente de quem ganhar eu vou estar muito feliz e realizada por ter participado de algo tão importante e rico em arte. Acompanhe mais informações sobre a competição em no Facebook, procurando pelo perfil /POETRYSLAMBRASIL.

Dona de um majestoso cabelo afro, Jamille aborda questões sobre o feminino e sobre a negritude em muitas de suas rimas. Engajada também em outras questões sociais, a guria foi uma das atrações do encontro A Coisa Tá Preta, realizado em Caxias no dia 25 de novembro, celebrando o Dia da Consciência Negra. 

— Abordo temas como luta e resistência, transitando entre desigualdade racial, violência policia, violência e abuso contra a mulher, pedofilia, estrutura do sistema escolar, o racismo constitucional, o genocídio aos jovens negros, a intolerância religiosa contra religiões de matriz africana, as questões sobre ser mulher negra, e o grande prazer e orgulho das raízes africanas — lista ela.

Leia também:
Parque Olivas de Gramado abre nesta terça
Agenda: Fabiano Mazzotti lança "O Livro do Capitel", na quinta
Fotógrafa Liliane Giordano lança linha exclusiva de tênis
Caxias recebe filme "Yonlu", que retrata trajetória de um jovem artista morto aos 16 anos


 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros